terça-feira, 13 de junho de 2017

Sobre o Éter

Sobre o Éter

Um poema aprisionado,
Que com este último sopro de vida
Engasgado tento termina-lo.
Letras, apenas letras atreladas
Tornam-se palavras...
- Versos talvez!?
Sem significado algum!
Palavras, essas dilaceradas dentro do peito.
Rascunhadas das gotas de sangue quente
Que ainda resta no meu coração.
Meu pranto, quase seco
Deixam estas palavras natimortas,  
E no último suspiro,
O poema quase morre comigo
Na saudade e lembrança do seu ser,
Espero agora, nas poucas horas que restam
Que sua presença,
Traga-me de volta o Éter,
Para que eu possa voltar escrever. 

março, 2006

Sobre Vaso Chinês IV

Vaso Chinês IV


O lado escuro da Lua,
Esconde na sua penumbra
Aquele velho vaso chinês,
Onde encontra-se oculta
Minha solidão.
Outono da minha vida,
Frio que abraça minha alma,
 Com sons de liras delirantes
Presa num sepulcro eterno. 
Devaneio ou realidade?
Não sei mais...!
Estar preso na nostalgia
Esperando o final da amargura
Na doce e sedutora voz da morte,
E por fim, entregar-se
Naquele longo campo de lavanda.

 Suzano, 08 de junho de 2017