terça-feira, 20 de julho de 2010

Sobre certos momentos



A certos momentos que as quatro paredes são as melhores companhias. A cama desfeita, o telefone que não toca, aquele e-mail que nunca chegava, sms de esperança, a mesa toda bagunçada, cds fora da capa, livros esparramados por todos os espaços, anotações jogadas, poesias em pedaços de papeis, com coisas que remetem a um passado a espera de um passado não muito distante. O silencio só era quebrado por uma melodia que insistia em se repetir por diversas vezes.
As paredes então diziam: - não é hora de mudar Comandante?
Fingia não entender, e respondia... – Mas eu gosto desta canção.... se parece comigo... é a música dela....
Fazia frio, uma brisa gelada entrava pelo vão da porta e cortava o rosto, dia cinza como a vida nos últimos dias. Digitar era impossível, escrever menos ainda. A fumaça que vinha da caneca de capuchino dava um certo contraste as imagens que brilhavam no monitor.
Fiquei feliz quando na velha agenda encontrei uma poesia que escrevi na lanchonete, lembrei de sonhos que sonhava até ontem, talvez aquelas palavras dificilmente se repitam novamente. Talvez terá significados diferentes para cada um que chegar a ler..
Olhei a minha frente, algumas sulfites em branco. Não resisti. Mas as frases não saiam. Sei que havia muito a dizer, mas tudo no mundo e na vida estava distante, amargo, desafinado. A tarde chegou, e logo se tornou noite, sem momentos, sem instantes.
Simplesmente um eterno retorno a uma dor no coração.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sobre Castelo



Acreditava que o Coração não mais bateria, até que um dia uma flecha incandescente o atingiu, e aquele velho jardim abandonado novamente tomou vida. Comecei então a construir um Castelo, mas sem consultar a Princesa que nele viria morar... o tempo passou e uma Festa no castelo vizinho a levou para sempre.

Hoje, olhando tudo, o vazio toma conta. O Sol parece não penetrar as paredes, e novamente as flores do jardim começam a murchar. Estou preso ainda ao Castelo, e a ponte levadiça encontra-se quebrada, eu preciso abandonar essa construção, atravessar a ponte, não olhar para trás, e quem sabe ter a sorte de plantar um campo de girassóis em outro lugar.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sobre Tristeza!

Na mais profunda tristeza desde aquele instante,
das mortíferas palavras que me escreveu
abalou assim meu norte,

sabendo então do seu afastamento,
pensei pela primeira vez na morte...

tudo que pensava estar construindo ruiu,
me senti sozinho, perdido
esqueci a finalidade da minha existência
perdendo assim o desejo da vida....

só não abri o peito e abandonei o coração,
- porque ainda você se encontra dentro dele,
E nem mesmo essa lembrança, eu ousaria ferir.

Sobre um amor maior que o mundo


Ontem à noite, depois de cansar de contar estrelas, assisti pela 26ª vez aquele filme que me faz pensar que às vezes precisamos trocar até a imortalidade se a tivéssemos para conseguir algo que tanto queremos mesmo sabendo que esse bem maior duraria apenas alguns minutos, ou na pior das hipóteses onde coisas imutáveis tenderiam a permanecer assim; surge então aquela dor, aquela espera que terminará como o último suspiro do pacote.

A segundos me ocorreu um pensamento que já sabia, não é fácil esquecer alguém que se quer amar, cheguei então a conclusão que sim, a um jeito, um jeito obvio, tão obvio que chega a ser bobo.... você irá continuar acordando todos os dias e se lembrando, até chegar o dia que esquecerá de acordar e respirar. Outros fatos, que me fazem lembrar dela, a resposta é simples... as pequenas coisas, o olhar triste pedindo socorro, o sorriso, a inteligência, sua força interior e exterior.

É engraçado, se pegarmos só o nosso Planeta temos por volta de 6,8 bilhões de possibilidade de ser feliz com alguém, depois de uma perca para a vida e um pesadelo, apostei todas as minhas chances de felicidade em uma única pessoa, você.

È difícil esperar, mas não impossível. É difícil imaginar. É tão difícil querer te ver todos os dias e todas as horas e não ver. É difícil sonhar com seu abraço. Discordo daqueles que dizem que nosso coração é burro, acho que é tão inteligente que não temos capacidade suficiente para entender suas razões. Eu só sei que não amaria as outras seis bilhões e setecentas e noventa e nove milhões de pessoas como amo você. Tenho um amor maior que o mundo, mas ainda bem menor que eu queria poder lhe mostrar.